ISO 5 vs ISO 7 vs ISO 8 em Salas Limpas: que nível de proteção é necessário?

ISO 5 vs ISO 7 vs ISO 8 é uma comparação frequente em ambientes controlados e salas limpas, sobretudo quando existe a necessidade de definir o nível de proteção adequado para cada operação.

As salas limpas são ambientes concebidos para limitar a presença de partículas no ar e reduzir o risco de contaminação em processos críticos. Dependendo da sensibilidade do processo, os requisitos de controlo podem variar significativamente.

É precisamente aqui que entram as classificações ISO das salas limpas.

ISO 5 vs ISO 7 vs ISO 8

O que significam ISO 5, ISO 7 e ISO 8 em salas limpas?

A classificação das salas limpas segue a norma ISO 14644, que define o número máximo de partículas permitido por metro cúbico de ar em ambientes controlados.

De forma simples:
quanto menor o número da classe ISO, maior o nível de controlo exigido;

quanto maior o risco de contaminação associado ao processo, maior tende a ser o nível de exigência da sala limpa.

ISO 8

As salas limpas ISO 8 apresentam requisitos menos rigorosos e são comuns em:

_áreas de preparação;
_produção industrial controlada;
_indústria alimentar;
_zonas técnicas de apoio.

ISO 7

As salas limpas ISO 7 exigem um controlo mais apertado de partículas e protocolos mais rigorosos. São frequentes em:

_indústria farmacêutica;
_dispositivos médicos;
_laboratórios;
_ambientes de montagem controlada.

ISO 5

As salas limpas ISO 5 correspondem a ambientes de elevada criticidade, onde o risco de contaminação deve ser reduzido ao mínimo. São utilizadas em:

_ processos assépticos;
_ enchimento estéril;
_ áreas críticas de produção;
_operações altamente sensíveis à contaminação.

Diferenças entre ISO 5 vs ISO 7 vs ISO 8

O nível de proteção necessário numa sala limpa depende de vários fatores:

  • classificação ISO do ambiente;
  • sensibilidade do processo;
  • exposição do produto;
  • risco microbiológico;
  • contacto humano com áreas críticas;
  • requisitos regulamentares do setor.

Em ambientes ISO 5, a proteção tende a ser mais completa e rigorosa, incluindo vestuário integral esterilizado e controlo apertado de entrada e movimentação.

Já numa sala limpa ISO 8, dependendo da operação, podem ser suficientes soluções mais simples, desde que garantam controlo de partículas e compatibilidade com o ambiente controlado.

Exemplos de proteção habitualmente utilizada

Classe ISO

Tipo de ambiente

Nível de exigência

Proteção habitualmente utilizada

ISO 8

Produção controlada / áreas de apoio

Moderado

Bata, luvas, touca e proteção de calçado

ISO 7

Pharma, medical devices, laboratórios

Elevado

Fato integral, máscara, luvas e cobre-botas

ISO 5

Processos assépticos críticos

Muito elevado

Vestuário esterilizado completo e protocolos rigorosos

Que EPI usar numa sala limpa?

A escolha dos EPIs para salas limpas ISO 5, ISO 7 e ISO 8 deve garantir compatibilidade com o nível de classificação do ambiente e minimizar a libertação de partículas.

Entre os EPIs mais utilizados em ambientes controlados encontram-se:

  • fatos integrais para salas limpas;
  • batas técnicas;
  • luvas esterilizadas e não esterilizadas;
  • máscaras e proteção respiratória;
  • toucas e cobre-barba;
  • cobre-botas e proteção de calçado;
  • proteção ocular compatível com ambientes controlados.

Além do nível de proteção, fatores como conforto, respirabilidade, ergonomia e compatibilidade com o processo também devem ser considerados.

Que riscos existem numa sala limpa?

Em ambientes controlados, pequenas falhas podem comprometer processos inteiros.

A utilização de EPIs inadequados, o incumprimento de protocolos ou uma entrada incorreta numa área crítica podem aumentar significativamente o risco de:

  • contaminação por partículas;
  • contaminação microbiológica;
  • contaminação cruzada;
  • não conformidades;
  • desperdício de produto;
  • interrupções operacionais.

 

O custo de uma contaminação numa sala limpa vai muito além do equipamento utilizado.

ISO 5 vs ISO 7 vs ISO 8
Uma falha em ambientes controlados pode
resultar em:
  • rejeição de lotes;
  • repetição de processos;
  • paragens de produção;
  • aumento de desperdício;
  • impacto em auditorias;
  • atrasos operacionais;
  • custos adicionais de descontaminação.

A definição do nível de proteção adequado deve ser encarada como uma decisão operacional e não apenas como uma questão de conformidade.

Como escolher os EPIs adequados para salas limpas?

A escolha dos EPIs para ambientes controlados deve considerar:

  • classificação ISO da sala limpa;
  • tipo de processo realizado;
  • risco de contaminação;
  • frequência de utilização;
  • requisitos de esterilização;
  • compatibilidade dos materiais com o ambiente controlado.

Mais do que cumprir requisitos mínimos, o objetivo deve passar por garantir segurança operacional, controlo de contaminação e consistência dos processos.

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